Brisa descompromisada – Poesía

¡Feliz 2017 a todos/as!

Todo silencio es poco para abarcar dolores internos

Sí, ya sé que no te caigo bien. No te rindo homenajes, ni te acaricio los recuerdos.

         transmito mensajes fragmentados en una manivela rota por el tiempo

             he descubierto que debajo de tanto terror hay la realidad

y me permito disfrutarla aunque sea lo último que haga.

Ven participar y navegar conmigo. Sé que tus ídolos eran de arena iguales a los míos.

Sé que todas tus fórmulas han de fallar igual que han fallado las mías. 

Descomprometedora brisa la que nos avise por casualidad

que nada es

                  lo que parece

barcos que se tocan solitarios en el turbio río del invierno

de su conflicto inanimado

créanse mundos

Resumo de uma vida

Fui ao subterrâneo das minhas intrigas procurar um pouco de verdades, tudo que achei foram nós na cabeça e conceitos que pareciam miragens, fiz dos sorrisos um início de vitória, um passo decorrente que nunca cessou, procurei oasis no pensamento e um pouco de conforto para calar a mente imatura. Depois de horas a fio entre o desejo de buscar caminhos vangloriosos e a sede de pular de cercas intactas pelo destino, vi meus olhos mirarem belas pastagens, belos campos e sonhos floridos. No desfiladeiro das cegonhas vi nascer o primeiro recém-nascido, aquele que veio celar suas armaduras e enfrentar meio mundo, me joguei do precipício em busca de vaidades e inúmeras possibilidades passaram rente a mim como vento, eu era o frio a inebriar de razões até então esquecidas, qualquer rumo aparente, um soro incerto que talvez viesse a curar o corpo e também a alma, um espiírito indolente  a premeditar  o socorro e a ajuda necessária. Fugi da minha gaiola, agora eu era um pássaro solto, longe do ninho, batendo suas próprias asas. No decorrer do dia e no percurso da madrugada, fiz de conta que era o rei, mas essa majestade queria usar seu trono como forma de poder, como abuso indecoroso a quem sabe ser mais do que podia numa noite abissal. Eu fugi da maldade que queria se alastrar e procurei com simples gestos, uma  única gota de bondade, esses pingos seguidos de chamas anunciavam a profecia de vias melhores, ruas que podiam indicar horizontes e planícies pouco perdidas no tempo. O tempo era algo que parecia sem soluções, o passado me assombrava às vezes como quem quisesse repetir outras vidas num único monte de incertezas fúteis. Eu tentava novamente escorrer por esse ralo e sair num paraíso mais hospitaleiro e cheio de perfume. O grande contraste entre trevas e anjos de uniformes brancos e harpas na mão dependia das escoriações que o céu jogava em seus colos, das nuvens que carregavam lágrimas e do sol a carregar luzes. O momento era de claridade, me afastar do que poderia chamar de pensamento  nublado e insano  era o melhor a ser feito. Meu prognóstico de ilusões era só uma vista embaçada  que aparecia no mapa sem dizer ao certo para quem era o tesouro. Meu tesouro era esquecer tudo que aconteceu e começar uma vida nova plena de carinhos e felicidade. Fui ao pântano encontrar glórias e me vi afundar numa areia que abria espaço a novas possibilidades, mergulhei fundo e o que encontrei foi o outro lado da moeda, uma natureza aberta para fortunase muitos cristais que refletiam todos sentimentos mais puros. No poço pude aprender a sonhar e assim nunca mais cai, tive a vantagem de voar feito asas, além de um infinito que acariciava as limitações e sabia que limites não existiam, só a complexidade das razões e do espaço. Nos pés que caminham sempre haverão passos maiores que as pernas mas o que importa é estender as mãos para esses pés continuarem a caminhar. Tenho a nitida impressão, de que quando fico parado é porque tem algo maior falando pra isso acontecer e que quando movimento é porque novas escolhas surgiram sem pestanejar. Tento fazer destas escolhas, o meu destino, um palco iluminado pra vida e pra tudo que pode me tornar um ser mais abençoado. A grande vantagem do mundo é não esquecermos quem somos, lembrar que fomos feitos nas prisões mas que existe liberdade, que existem conquistas, que o céu não pode criar barreiras , que nem mesmo o chão pode servir de obstáculo. Por mais que o cimento pareça erguer uma estátua inerte, sempre há a possibilidade que esse homem de pedras  e areia mova um dedo em direção a tudo que pode criar monumentos maiores que ele mesmo. Sei que choros quando há tristeza aflorando meu peito, quando uma flor murcha em minhas estâncias anuais, em minhas insônias minerais, é hora de reconstruir castelos e concretos, de elevar a mente na intuição , que assim tudo recomeçará mais belo. Saiba, troféu de intrigas e lamúrias, que os bons pensamentos nunca cessam , que não há tempo pra desperdício, onde há vela acesa, tem uma pluma pairando no ar lentamente, pronta a calcular sua matemática até que aterrize. Vou fazer de conta que sou um poema e sua estrutura macia, rica em estrófes, vontade de virar um soneto não me falta, nem vontade de rimar. Há quem diga que haverão pesadelos durante as tempestades, mas eu acredito que nunca é tarde quando acendemos o fogo com vontade. O homem inventou a roda, também inventou o fogaréu das noites que ficava nas cavernas, então, ele é capaz de tudo, de subir montanhas e construir vilarejos, campánarios e sentir que falhar é um processo natural  de toda humanidade. Durante o começo dos séculos, antes mesmo de haver morada para lacaios e estranhos, muitos sabiam que a serpente dos maus comentários preparava seu bote, que a morte era o inicio de novas aventuras  e que corrigir fracassos era abrir as portas para um novo retrato, onde se podiam ver riquezas e também aqueles que eram pobres de espírito. Felicidade e é um alvo com teor de nauseas, com teoremas e pausas, com alegrias e surpresas, não existem só pólos negativos ou positivos no mundo. Durante a hospedagem dos cometas aqui na Terra , muitos seres foram extintos e outros inaugurados. Saiba que os comparsas do crime, ou de qualquer ato insolente fazem por merecer suas recaidas e seus sofrimentos, que nos corações mais entusiasmados  há a esperança de crescer sempre e de se tornar um sol nascente. Cicatrizes e marcas de nascença não me faltam pra dizer, que sou os pontos a corrigir qualquer veia dilacerada. Quando não se sabe mais o que dizer a gente embroma, vai repetindo cenas, reprisando acontecimentos, fazendo das viagens insólitas, um aprendizado diário sem menosprezar os professores que passaram durante as fases de dúvida e incompreensões.

é possível que eu tenha perdido o meu próprio aniversário.

é possível que eu tenha perdido o meu próprio aniversário. Creio que tudo começou quando eu troquei o lápiz pelas teclas. Fico zumbado ouvindo o ruído das teclas e me esqueço do resultado que elas fazem nas palavras. Pode ser que eu tenha engasgado em silencios alheios. Simplesmente me vi obsecado, como quem olha seios correndo. Ou entao quando busco razao só encontro a mim mesmo. E nesse segredo sem dedo, nego a vértebra e travo conhecimento com o medo. Ou em vez de ficar circulando o infortúneo, eu consigo comigo um pedaço descanso e de sombra. Apelada. Na relva. Entre uma lua imaginada e um beijo gelado noturno. Ninguém me pedindo permissao e eu dando voto contínuo. Acenando e tudo. Viagem essa de haver e renda.

Borboleta

Encontrei a borboleta na www. E agora a borboleta é o mote do aguarrás, a possessão da gota. Assim, borboleteando vou, ainda que não me mova, entre as lagunas do google, o Golias, pelos intrincados sendeiros da leitura através de uma tela. E eu quem sou para repreender a alguém, apenas recomendo óculos com buraquinhos para fazer alongamento de pupila. Não, de pupilos não, de pupila. E por favor, sem pílula. Nada de dourar a pílula.

Leite derramado

Há um desvalido de sinceridade constante

que deixa minhas veias autistas

não se revelarem como sangue de artista

e que faz águas vermelhas se perderem

à margem de um sofrido continente

quem não é honesto e se perde nas areias

caquéticas do mau funcionamento

não consegue drenar sua maré viva

deixa sim as artérias correrem desalinhadas

e nos desatinos das curvas onipresentes

solta os fardos mais que pesados

e não afrouxa os fechos carpinteiros

das velhas encruzilhadas

são carpideiras destilando o fel

feltro feito de irremovível verniz

que respinga no vinho vencido das igrejas

e seja por pueril vigília de um traste qualquer

ou por pestes que vivem a mingua na sarjeta

nunca enganarei meus córregos

aterrado-os em artérias

não colocarei rejeições em meu leite derramado

sentirei severamente as cócegas de minhas tralhas

trocarem as vestes dos armários

e tocarem de pranto aberto

novas possibilidades de risada

sobre as gôndolas leiteiras do passado

não sentirei mais as dores verbais me assolarem

nem o ganho e a perda de minhas natas

me amamento de idéias hilárias

e corrijo nesse corredor de óvulos

hábitos de uma grandeza sustentável

para multiplicar os alívios de compensação

não colocarei em meu corpo

fluidos e semens da rejeição

nem farei a asma que contem as palmas

sufocar de aplausos a reticência de meus atos

se as exclamações de minhas entranhas

optarem por horas a fio de interrogações

ponho vírgulas e pontos em minhas emoções

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