é possível que eu tenha perdido o meu próprio aniversário. Creio que tudo começou quando eu troquei o lápiz pelas teclas. Fico zumbado ouvindo o ruído das teclas e me esqueço do resultado que elas fazem nas palavras. Pode ser que eu tenha engasgado em silencios alheios. Simplesmente me vi obsecado, como quem olha seios correndo. Ou entao quando busco razao só encontro a mim mesmo. E nesse segredo sem dedo, nego a vértebra e travo conhecimento com o medo. Ou em vez de ficar circulando o infortúneo, eu consigo comigo um pedaço descanso e de sombra. Apelada. Na relva. Entre uma lua imaginada e um beijo gelado noturno. Ninguém me pedindo permissao e eu dando voto contínuo. Acenando e tudo. Viagem essa de haver e renda.

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